A vida, ironicamente, também é uma farsa de Ben Johnson. Não aquela, desmascarada, do atleta dopado - e daí a ironia - mas a farsa do dramaturgo inglês, contemporâneo de Shakespeare e, na minha opinião, tão interessante quanto o Billy.
Eu diria que viver é uma experiência 'bionívoca' - um portmanteauzinho, meio sarapa, que mistura biônica com biunívoca - onde o princípio e o fim partem, ao mesmo tempo dos dois extremos para encontrarem-se no meio... social. Ou melhor, no centro mais fétido e pusilânime da vida: a sociedade.
A mim, este me parece ser o grande mistério mágico da coexistência social, porque não importa o tempo, não importa o quanto e nem como vivemos ou gastamos nossas vidas nessas redes, sejam físicas ou virtuais.
Eu sei que é confuso. Não parece confuso. É confuso e o objetivo deste post é mesmo mostrar a enorme confusão que se forma, quando a ida e volta se chocam num feed de notícias, normalmente irrelevante.
Imagine-se, por exemplo, simultaneamente, a bordo de dois trens que trafegam pela mesma linha em direções opostas. É óbvio que eles só irão se cruzar uma vez, mas o local e o momento, ninguém sabe. Afinal de contas, um deles pode vir mais devagar, o outro pode enguiçar, mas desde que cumpram seus destinos irão se cruzar em algum ponto da estrada de ferro. E aí, boom!
Esta ideia me leva a concluir que a única mágica da existência humana consiste na ilusão do tempo, ou seja, na esperança de que o destino é o alvo, quando não é. O fim da linha não é o destino, mas o ponto de encontro, quando o eu que vai do princípio encontra o eu que vem do fim.
Assim eu vejo - e não peço a ninguém que assim veja - as redes sociais, os casamentos, a complexidade de todas as religiões, culturas, fés, crenças e tradições familiares. Tudo é finito e banal. Tudo é nada e nada é capaz de impedir esse momento, que alguns ilustram como ritual de passagem. Eu prefiro chamar de "Morte em Vida". Já, Khrishnamurti, o chamou de "A Grande Nostalgia".
É como se fosse o momento exato em que o ego toma a porrada fatal da realidade que vem da morte. E a ilusão de poder se esvai e se dissolve na paisagem que passa apressada pela janela. E daí? Daí que a ambição tropeça no dormente torto e o sonho sai do trilho.
Não, não estou bêbado nem drogado.Apenas estou brincando de dizer o que penso e isso se parece mesmo com um ato de loucura. As pessoas - não todas, claro - a bordo de suas naves sociais parecem flutuar num tapete mágico, desembestado, sem leme e sem freio.
A glamourização do oba oba, as fotos manipuladas, os vídeos, veiculados com a incrível missão de fazerem parecer que tudo é verdade; as frases feitas, a sensação fake de que está tudo sempre indo muito bem criaram um universo paralelo de ficção nada científica, mas bastante psicológica.
Ao contrário do que possa parecer, embora eu, pessoalmente, odeie esse nirvana pictórico, nada tenho contra as redes sociais, para quem curte, é claro. Assim, como nada tenho contra casamentos. Muito pelo contrário, estou no quarto e aprendendo sempre. Muito menos tenho qualquer coisa contra Deus, embora discorde de Galileu - ou terá sido Einstein? - em relação a Ele jogar dados com o universo. Acho que joga, sim. E se diverte, vide as mais loucas religiões que a cada dia mais pregam Jesus na cruz.
Quem viu "Volpone" ou leu o verdadeiro "Alquimista", sabe: tá tudo lá, na obra de Ben Johson. E posso assegurar que é tão divertido e perigoso lê-lo quanto viver esses dias de patrulha e big brother.
Tenho o maior respeito, o maior carinho, por todas as queridas; por todas as amadas e por todos os amados, que me mandam beijos no coração, que me convidam para jogar Farmville ou que me propõem uma viagem ao Nepal para uma rave daquelas. O Facebook é um circo de marimbondos, mas é interessante, porque lá a gente revê gente bacana, da melhor qualidade, que não via há 20, 30, 40 anos.
Gente que não conheço, gente que conheci no universo paralelo e que tive a oportunidade de privar da maior intimidade. Mas este é o trem que vai.
No trem que vem, vem a contrapartida, posto que os canalhas também envelhecem.
Curtir, brincar disso, dar ludicidade ao tema, com ironia ou não, sim. Mas comprar um ticket pra viajar nessa bobagem de que a minha, a sua, a nossa presenças aqui tem qualquer significado importante para o que sentimos uns pelos outros, jamais.
Um beijo lá dentro, bem no centro do coração de todos vocês.
Este perfil vale para o Ferro De Bog Blog e para O Caramelo Azul
- Sergio Vasconcellos
- Petrópolis, Rio de Janeiro, Brazil
- Sou um homem comum, carioca, nascido em 12 de outubro de 1954, portanto, com 59 anos, 4 casamentos e até agora, nenhum funeral. Antes de tudo, sou Flamengo. Em seguida, radialista - Cidade, Fluminense, Panorama, Imprensa e (webradios) Radiovitrola e Radionavaranda. Criei, produzi e apresentei os programas Revolution, na Flu; Os Vizinhos Que Se Danem, na Panorama; Radionor Tum Tum, na Radiovitrola; e Pelo Telefone, com Carlos Savalla, na Radionavaranda. Publicitário: redator (criativo,como chamam por aí), consultor de marketing e de planejamento. Fiz parte da equipe de criação e produção do Rock in Rio I, na Artplan, Baterista, letrista, compositor, produtor, roteirista de espetáculos, diretor artístico e de shows, produtor musical e artístico. Finalmente, sou canhoto e, segundo o meu filho, um ótimo pai. Só isso me bastaria.
domingo, 6 de março de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
MINHAS PECHAS E MEUS APODOS
De certas pechas eu fujo, como o diabo da cruz. De outros apodos, não. Não me importo. Ao contrário, fazem parte da minha personalidade, talvez nem da personalidade, mas do estilo que cunhei em mim para encarar a vida.
Umas delas é a que afirma que eu julgo pessoas, situações, circunstâncias, tudo enfim. E é verdade. Eu julgo mesmo. Conheço uma mulher que quando se sente observada, em tom quase desesperado diz: " Está me medindo? Não me meça não!"
As mulheres, principalmente as mulheres, odeiam ser julgadas, medidas, mesmo que o julgamento seja completamente inconseqüente e pessoal. Talvez seja uma forma de defesa. Talvez sintam-se invadidas ou mal-interpretadas, como se todos nós, o tempo todo, inclusive elas, não nos julgássemos uns aos outros.
Mas esta história não passa pelas mulheres que conheço. Passa por um amigo, aliás, por dois amigos e por um comentário. Comentário esse, aliás, que considero altamente elogioso, mesmo que tenha sido feito em tom de queixume.
Não é inédito nem moderno. Desde sempre tenho colecionado sentenças condenatórias sem reclamar.
Insuportável, polêmico, insubordinado, arrogante, petulante, transgressor, imodesto, convencido, cínico, irônico, debochado, sarcástico, "se acha", "pensa que é o tal" e por aí vai... eu me divirto. Muito, por sinal.
Sei que sou nada disso e sei mais, que na maioria das vezes em que essas coisas foram apregoadas contra mim, eu simplesmente fui pro-ativo, decidido, talvez corajoso, sei lá, mas sei que fui isso diante de alguém que não foi.
Meu herói, no campo da oratória, sempre foi - e acho que sempre será - Carlos Frederico Werneck de Lacerda. O Carlos Lacerda. Sim, o reacionário, o udenista, o cara que deflagrou a Revolução de 64 e a ditadura militar, no Brasil.
Não, não, eu não sou e nem penso como ele. Eu simplesmente admiro e invoco para dentro de mim, a inspiração que iluminava o seu dom da oratória.
Lacerda foi um gênio da palavra falada. Aliás, da escrita também. Minha mãe, outra referência minha em cultura e conhecimento sobre língua portuguesa, principalmente, mas não só, teve o privilégio de trabalhar na Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara, como Chefe do Setor De Debates, diretamente com o Senhor Carlos Lacerda, em algumas das legislaturas em que ele fora parlamentar, sem deixar, no entanto, de exercer a profissão de jornalista.
Minha mãe, a fantástica Dona Air, me contava as histórias do cara que fez, dentre outras coisas, o Túnel Rebouças, aliás, os quatro túneis; o Aterro do Flamengo; a UERJ, onde antes era a Favela do Esqueleto; e a estação de tratamento de águas, do Guandu.
Segundo ela, ele passava pelo setor dos Debates - onde se revisam os discursos, antes de enviá-los para a Ata e posterior publicação no Diário Oficial - pedia para olhar seus pronunciamentos, em busca, só podia ser, de erros da taquigrafia, claro, e, quase sempre, os devolvia intactos.
Lacerda não errava ao discursar.
Certo dia, recém-saído do plenário, após fala inflamada e polêmica - como sempre - entrou no Setor dos Debates, cumprimentou atenciosamente minha mãe, pediu um cafezinho e uma máquina de escrever disponível. Tinha, aguardando ansiosamente, um menino atento, ao seu lado, que aparentava ser um office-boy.
Ele sentou-se, ajustou a folha de papel, tabulou a velha e pesada Olivetti, de acordo com os parâmetros do Jornal - que, se não me falha a memória, era a Tribuna da Imprensa - e começou a metralhar a folha impiedosamente.
Menos de cinco minutos depois, ele deu o tradicional puxão por cima do rolo e arrancou o papel. Nem olhou para o texto, entregou-o ao menino e disse: "Leva lá, vai correndo e diga que não precisa de revisão".
Lacerda era assim. Crescia na polêmica, adorava o embate, a provocação, o desafio. Preferia o lado do mais fraco para defendê-lo ou o lado desarrazoado, para torcer os fatos diante de todos e deles receber aplusos. Calorosos aplausos. Passou, radicalmente, do comunismo à extrema direita. Carlos Lacerda não era bom nem mau. Era Carlos Lacerda: único e sem peça de reposição.
Pois eu fui taxado de "Genial, mas incontrolável!!!"
Coitadinho de mim. Eu, genial?
Já disse um milhão de vezes que genial foi o Doutor Sabin, a Madre Teresa de Calcutá e, quem sabe, Carlos Lacerda. Eu sou medíocre, médio, mediano, não sou um outlier. Mas, incontrolável, sim. Sou incontrolável.
Mas, sou incontrolável porque quero. Não porque não consiga me controlar. Há que se entender o limitie entre o dolo e a culpa aí: eu sou dolosamente incontrolável. Mas não sou incontrolável por imperícia, imprudência ou negligência. Jamais.
Simplesmente, eu me posiciono e assumo todas as conseqüências dos meu atos. Faço minhas escolhas e isso deixa algumas pessoas meio sem ação. Mas é normal.
O Beni, a Christina, por exemplo, vêm pro embate comigo, não baixam a bola, a guarda nem a cabeça. Não há um vencedor pré-definido, ganha-se e perde-se, mas no final, sempre, todos saímos ganhando. Sempre. Porque viver é uma guerra. E a estratégia é parte importante no jogo do poder.
Mesmo que o poder seja apenas um capricho e não uma ambição.
Tequila evaporada! Sem chuva, por favor!
Umas delas é a que afirma que eu julgo pessoas, situações, circunstâncias, tudo enfim. E é verdade. Eu julgo mesmo. Conheço uma mulher que quando se sente observada, em tom quase desesperado diz: " Está me medindo? Não me meça não!"
As mulheres, principalmente as mulheres, odeiam ser julgadas, medidas, mesmo que o julgamento seja completamente inconseqüente e pessoal. Talvez seja uma forma de defesa. Talvez sintam-se invadidas ou mal-interpretadas, como se todos nós, o tempo todo, inclusive elas, não nos julgássemos uns aos outros.
Mas esta história não passa pelas mulheres que conheço. Passa por um amigo, aliás, por dois amigos e por um comentário. Comentário esse, aliás, que considero altamente elogioso, mesmo que tenha sido feito em tom de queixume.
Não é inédito nem moderno. Desde sempre tenho colecionado sentenças condenatórias sem reclamar.
Insuportável, polêmico, insubordinado, arrogante, petulante, transgressor, imodesto, convencido, cínico, irônico, debochado, sarcástico, "se acha", "pensa que é o tal" e por aí vai... eu me divirto. Muito, por sinal.
Sei que sou nada disso e sei mais, que na maioria das vezes em que essas coisas foram apregoadas contra mim, eu simplesmente fui pro-ativo, decidido, talvez corajoso, sei lá, mas sei que fui isso diante de alguém que não foi.
Meu herói, no campo da oratória, sempre foi - e acho que sempre será - Carlos Frederico Werneck de Lacerda. O Carlos Lacerda. Sim, o reacionário, o udenista, o cara que deflagrou a Revolução de 64 e a ditadura militar, no Brasil.
Não, não, eu não sou e nem penso como ele. Eu simplesmente admiro e invoco para dentro de mim, a inspiração que iluminava o seu dom da oratória.
Lacerda foi um gênio da palavra falada. Aliás, da escrita também. Minha mãe, outra referência minha em cultura e conhecimento sobre língua portuguesa, principalmente, mas não só, teve o privilégio de trabalhar na Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara, como Chefe do Setor De Debates, diretamente com o Senhor Carlos Lacerda, em algumas das legislaturas em que ele fora parlamentar, sem deixar, no entanto, de exercer a profissão de jornalista.
Minha mãe, a fantástica Dona Air, me contava as histórias do cara que fez, dentre outras coisas, o Túnel Rebouças, aliás, os quatro túneis; o Aterro do Flamengo; a UERJ, onde antes era a Favela do Esqueleto; e a estação de tratamento de águas, do Guandu.
Segundo ela, ele passava pelo setor dos Debates - onde se revisam os discursos, antes de enviá-los para a Ata e posterior publicação no Diário Oficial - pedia para olhar seus pronunciamentos, em busca, só podia ser, de erros da taquigrafia, claro, e, quase sempre, os devolvia intactos.
Lacerda não errava ao discursar.
Certo dia, recém-saído do plenário, após fala inflamada e polêmica - como sempre - entrou no Setor dos Debates, cumprimentou atenciosamente minha mãe, pediu um cafezinho e uma máquina de escrever disponível. Tinha, aguardando ansiosamente, um menino atento, ao seu lado, que aparentava ser um office-boy.
Ele sentou-se, ajustou a folha de papel, tabulou a velha e pesada Olivetti, de acordo com os parâmetros do Jornal - que, se não me falha a memória, era a Tribuna da Imprensa - e começou a metralhar a folha impiedosamente.
Menos de cinco minutos depois, ele deu o tradicional puxão por cima do rolo e arrancou o papel. Nem olhou para o texto, entregou-o ao menino e disse: "Leva lá, vai correndo e diga que não precisa de revisão".
Lacerda era assim. Crescia na polêmica, adorava o embate, a provocação, o desafio. Preferia o lado do mais fraco para defendê-lo ou o lado desarrazoado, para torcer os fatos diante de todos e deles receber aplusos. Calorosos aplausos. Passou, radicalmente, do comunismo à extrema direita. Carlos Lacerda não era bom nem mau. Era Carlos Lacerda: único e sem peça de reposição.
Pois eu fui taxado de "Genial, mas incontrolável!!!"
Coitadinho de mim. Eu, genial?
Já disse um milhão de vezes que genial foi o Doutor Sabin, a Madre Teresa de Calcutá e, quem sabe, Carlos Lacerda. Eu sou medíocre, médio, mediano, não sou um outlier. Mas, incontrolável, sim. Sou incontrolável.
Mas, sou incontrolável porque quero. Não porque não consiga me controlar. Há que se entender o limitie entre o dolo e a culpa aí: eu sou dolosamente incontrolável. Mas não sou incontrolável por imperícia, imprudência ou negligência. Jamais.
Simplesmente, eu me posiciono e assumo todas as conseqüências dos meu atos. Faço minhas escolhas e isso deixa algumas pessoas meio sem ação. Mas é normal.
O Beni, a Christina, por exemplo, vêm pro embate comigo, não baixam a bola, a guarda nem a cabeça. Não há um vencedor pré-definido, ganha-se e perde-se, mas no final, sempre, todos saímos ganhando. Sempre. Porque viver é uma guerra. E a estratégia é parte importante no jogo do poder.
Mesmo que o poder seja apenas um capricho e não uma ambição.
Tequila evaporada! Sem chuva, por favor!
"HOW TO SING THE BLUES"
Digamos assim: metade deste texto é meu e a outra metade não. Lá se vão uns vinte anos, por baixo, e deparou-se-me este interessante punhado de palavras a descrever, com as sutilezas de um punk e com o humor de um xiita, "Como cantar Blues".
"How to sing the Blues" é um original de língua inglesa carregado com o sotaque do Sul. No meu mais recente programa - Radionor (Tum Tum Tum) decidi fincar minhas patas nas raízes do Blues e parti em busca deste velho texto. Não diriia que o traduzi, mas posso dizer, sem susto, que o adaptei, não para a língua portuguesa do Brasil, mas para a percepção do que significa ser um "Bluesman".
Quem sabe, depois desta bem-humorada leitura, músicos, cantores e artistas em geral, que, volta e meia, se auto-denominam "Bluesmen", se ligam e param com essa palhaçada?
Há que se entender, antes da leitura, no entanto, que o Blues não é um ritmo, um estilo nem um gênero musical. O Blues é simplesmente a raiz, a origem da música norte-americana. Trazido pelos escravos africanos vindos da África setentrional, mais especificamente, do Mali, desembarcado no Delta do Rio Yazoo (e não do Mississippi, como dizem), o Blues era a mais sofrida expressão de dor e sentimento de um povo escravizado e impedido, até mesmo, de usar seus dialetos como forma de comunicação.
Baseado no tempo que levavam os escravos para dar uma volta completa na roda do engenho, ou seja, 12 compassos da escala pentatônica, o Blues nasceu dividido em 3 tempos, de 4 compassos cada um, sendo os primeiros 4 compassos dedicados à pergunta ou à lamentação, os 4 seguintes à reflexão e à resignação; e os 4 últimos, à resposta.
Os gemidos do Blues eram a manifestação da dor física e emocional de cada negro africano. Era, também, como o assovio, depois substituído pela gaita, uma forma de comunicação encontrada por eles e usada como código de identificação. Saber "quem vem lá", à distância, era mais que uma curiosidade. Era uma necessidade de sobrevivência. Assim nasceu o Blues. E, porque o Blues nasceu assim, cantar Blues ou ser um "Bluesman" não é para quem quer, mas pode ser para qualquer um: que saiba, que sinta, que chore, nas notas da guitarra ou da gaita; do violão ou da voz.
Ser um "Bluesman" não é um privilégio ou uma herança exclusiva dos negros. Eric Clapton, quando não desanda a fazer e gravar bobagens; Johnny Winter, George Thorogood, Keith Richards, Carlos Michelsen e Steve Ray* são (*ou foram) alguns bons exemplos de que é possível a um branco azedo, ou não, ser um "Bluesman" de verdade.
O Blues não é música. É manifestação.
Leiam:
A maioria dos Blues começa com "acordei esta manhã."
"Eu tenho uma boa mulher" é uma péssima maneira de se começar um Blues, a menos que você diga alguma coisa extremamente desagrável sobre ela, na linha seguinte: tipo, eu tinha uma boa mulher, mas ela me trocou pelo maior canalha da cidade.
Os Blues são sempre bem simples. Depois de escrever a primeira linha, repita-a, até encontrar algo que rime.
Mais ou menos assim:
"Tive uma boa mulher que me trocou por um canalha, tive uma boa mulher que me trocou por um canalha, vou beber até amanhecer e então vou passar-lhe a navalha...
Os Blues não permitem escolhas ilimitadas.
Os carros do Blues são os Chevettes desbotados, os Santanas cansados, os Mavericks caídos e as Kombis maltrapilhas. Outros transportes aceitos pelo Blues são os ônibus (Greyhound) ou os trens.
Ser um andarilho, maltrapilho, um sem teto, um nômade, em sua própria cidade é importante para ser um Bluesman de verdade. Ele só aparece bem vestido no caixão.
Adolescentes não podem cantar o Blues. Só adultos podem cantar o Blues. É preciso ser velho o bastante para ir resignadamente para a cadeira elétrica, depois de ter passado a navalha no canalha e na ex-boa mulher. Mas, no Brasil, não há cadeiras elétricas nem cidades capazes de honrar um Blueman. É preciso ir para Memphis.
Você pode cantar Blues na cidade de Nova York, mas não no Brooklyn nem no Queens. Afinal de contas, tempos difíceis em Vermont ou North Dakota são apenas uma fase de depressão. Chicago, St. Louis, Ann Arbor e Kansas City ainda são os melhores lugares para se ficar mal de verdade.
Agora uma lista: as seguintes cores não pertencem ao Blues: violeta, bege, malva ou flamingo.
Você não pode compor um Blues em um escritório ou em um shopping center, até porque, a iluminação estará errada. Os lugares certos para se compor os Blues são: a rodovia, a cadeia e a cama vazia.
Esqueça o terno. Ninguém vai acreditar que é um Bluesman se você usar um, a não ser que seja um Afro-Americano, já em idade avançada.
Saiba agora se você tem o direito de cantar Blues.
Se o seu primeiro nome for um estado como a Geórgia, se você é cego ou se atirou em um homem, em Memphis, você pode cantar Blues. Mas, lembre-se: você jamais poderá estar feliz e satisfeito por cantar Blues.
Agora, se você já foi cego, mas agora pode ver, se é surdo, tem um fundo de investimento qualquer ou contribui para a previdência, esqueça: você jamais poderá cantar Blues.
Por isso, Elvis Presley, Pat Boone, Frank Sinatra nem Roberto Carlos jamais puderam cantar Blues.
Surpreendentemente, Willie Nelson pode.
Se você pede água e o seu amor lhe dá gasolina é Blues. Aliás, as bebidas do Blues são: o vinho, o whiskey irlandês e a água barrenta. Qualquer bebida misturada, vinho branco, champagne... nada disso é Blues.
Se a morte acontece num motel barato, num barraco, com um tiro de espingarda, a morte é Blues. Apunhalado pelas costas, por um amante ciumento, também é uma forma Blues de morrer. Assim como são formas Blues de morrer, a cadeira elétrica, o abuso de substância ilícitas, ou o não atendimento na emergência de um hospital público.
Se você morre durante uma operação plástica, uma lipoaspiração, ou a aplicação de Botox, nada de Blues.
Alguns nomes Blues para as Mulheres: Sadie, Big Mama, Bessie, Bertha, Josephine, Lucille, Stella.
Alguns nomes Blues para homens Joe, Willie, Little Willie, Big Willie, Willie B. Lightning, Blackburn, Shotgun ou BB
Pessoas com nomes como Sierra, Sequoia, ou Skye jamais serão Bluesman, não importa em quantos homens tenham atirado. Comediantes e Malabaristas devem esquecer o Blues.
Se você cumpre todas as exigências e deseja se tornar um Bluesman, por favor siga atentamente o nosso Starter Kit ou kit para iniciantes. Escolha o seu nome montando: na frente, o nome de uma enfermidade ou deficiência física, como cego, manco, asmático, maneta ou o nome de uma fruta: pode ser limão, lima, kiwi... adicione o sobrenome de um presidente da república... lá, eles adoram Jefferson, Johnson, Fillmore...
A única maneirqa de se comunicar à distância através do Blues é pelo telefone convencional. Blackberrys e iPhones não são aceitos sob nenhuma condição.
Bluesmen comem churrasco, grãos, pão de milho, feijão. Seus instrumentos são a guitarra, o Trombone de vara, o saxofone, a gaita, o contrabaixo de cordas, o piano e a bateria.
Nada de oboé, trompa, e viola, se você não quer morrer numa emboscada.
Você é um Bluesman (seja você homem ou mulher) se você tem lombalgia ou dor nas costas. Mas, se você tem qualquer tipo de distúrbio mental ou algo que se defina por "síndrome", esqueça e procure um médico.
O jogo do bicho, as corridas de cavalos, o poker, o Black Jack são jogos do bom Blues. War, Imagem & Ação, Detetive e Master, não.
Empregos Blues incluem trabalhar na ferrovia e ser demitido; na lavoura e ser demitido; na fábrica e ser demitido; ou... ser músico e estar sempre demitido.
O Blues só tem um bicho de estimação: o cão vira-lata.
Booker White - Aberdeen Mississippi Blues
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
ENTÃO VAMOS BRINCAR DISSO
Olhando, atônito, a tela deste quadro desgraçado, na região serrana do Rio de Janeiro, reflito sobre o que é estar vivo. Ou melhor, sobre o que é não estar.
Já escrevi inúmeras vezes aqui que sou um cara que tem fé, que acredita, que faz tudo que faz com uma vontade de acertar, de certa forma, pelo que vejo por aí, até incomum. Não sou melhor nem pior do que você. Não sou mais esperto nem mais bobo. Sou o que sou: eu.
E porque não abro mão da minha individualidade, volta e meia me pego sozinho, tanto na plenitude da felicidade quanto na do desespero, sem saber o que fazer, por onde ir. Ir ou não ir? Sei lá.
Faz tempo que nem passava por aqui, pelo Blog. Acho que desde o post aí de baixo, que fala de Dona Marcia. Foi-se o namoro, selou-se, no entanto, uma amizade profunda, espessa, pragmática, sim, às vezes, mas jamais dogmática. A gente é colorido no sorriso e preto & branco nas conclusões. A gente se dá bem, melhor ainda, acho que por isso.
Rola uma enorme afinidade, misturada com a cumplicidade dos vira-latas com os bebuns da madrugada.
No entanto, nessa eu fiquei sozinho e acho que vou permanecer sozinho, distante, no escuro total da minha impotência humana, até achar, dentro de mim, é claro, uma resposta.
Não há Marcia, Carla, Sandra, Andréa, Christina, Cássia ou Virgínia que dê jeito nisso. O estado de choque é só meu. Sem ninguém pra contracenar, pra dividir um sentimento que já, de tão fragmentado, se tornou irrepartível, indivisível.
Já me acusaram - taxaram, sei lá - de ser um Humanista fora da época; de ser um Existencialista improvisado e outras coisas meio sem sentido, que de repente, agora, passam a fazer todo sentido dentro de mim.
Eu estou atônito, paralisado, imbecilizado.
Religiosamente falando, não sou nada, ou melhor, sou Flamengo. Quem me ler em posts mais antigos - ou bem mais antigos - vai me perceber assim e concordar, se não comigo, com a minha afirmação.
Mas eu sempre fecho com o "Bem". Sempre.
Posso ter - e tenho - alguns milhões de defeitos e, talvez, apenas uma qualidade. Mas essa qualidade, eu garanto, é ser um cara do "Bem". E me basta. Ou me bastou, até agora. Daqui pra frente, não sei.
Estou chocado.
Moro em Petrópolis a cerca de sete anos. Já vi chover canivete aberto. Recentemente o granizo e o vento explodiram o vidro da janela lá de casa. Molhou tudo. Foi uma encrenca. Mas, tudo bem. Normal. Nada demais. Não dá nem pra pedir ajuda Divina numa hora dessas, porque vidros foram feitos para quebrar.
Podem levar uma vida inteira e podem até não quebrar. Mas, assim como ultra-leves, asas-delta, besouros e helicópteros não foram feitos para voar, vidros foram feitos para quebrar. Por isso, nem ousei apertar o botão que aciona o pedido de socorro Divino.
Mas isso... caraca!!!... isso é brincadeira.
É como pedir a Deus que nos ajude a salvar o casamento falido; a manter o emprego inexoravelmente perdido; a conseguir a casa própria.
Deus não tem nada com isso.
Afinal de contas, se eu creio mesmo na existência onisciente, onipresente e onipotente de Deus, não posso crer que Ele vá interromper o que está fazendo de realmente importante, para evitar que o vidro da janela se parta ou para curar minha dor de cabeça abstecida pela péssima alimentação.
Se eu conseguisse pensar ou sentir assim, com certeza abriria mão de crer em Deus, porque Deus não seria confiável. Pelo menos eu acho isso.
Mas.................................
Meu Deus, por que? Porque não pegar aquele Seu 'dedo enorme'... é, aquele mesmo, de pedra, que fica lá no alto da serra e dar um peteleco na nuvem, mandando-a de volta para o Oceano Atlântico?
Tudo bem, tudo bem, Senhor, as pessoas que moram nos morros, nas encostas, nas proximidades das áreas de risco estão assumindo esse risco. Tudo bem, eu sei e até concordo. Mas idosos e crianças?
Qual é a regra? Tem regra? Tem regulamento?
Poxa, me ensina a brincar disso, vamos brincar disso. Me ensina como se joga esse jogo e eu prometo que fico lá, o tempo todo, atento, só pra não ter que ver, de novo, o que estou vendo. Nem passar pelo que estou passando.
Quem sabe, esse jogo eu aprenda, já que a lógica do jogo das guerras eu não consegui. Quem sabe, eu consigo aprender e aí, em vez de sofrer, me divirto?
Deus, na boa, sabe qual é a minha vontade? A minha vontade era me aparelhar como um Rambo e sair por aí, como um justiceiro, matando um por um desses canalhas, desses caras que permitem tudo em troca de voto.
Quem diria, né Senhor? Logo eu, um cara que se diz e "se acha" do "Bem".
Na moral, Deus, o que foi que houve? Cochilou? Dormiu? Desistiu da gente? Resolveu colocar em prática, de novo, aquele plano do Livro de Gênesis? É isso mesmo? 'Duela a quien duela'?
Eu estive lá, um ou dois dias antes do inferno. Não em Friburgo nem em Terê, que sofreram um estrago atomicamente maior. Eu estive em Petrópolis.
No dia do "juizo final", no entanto, por acaso, eu estava no Rio. E continuo por aqui.
Sei lá por que e nem pra que?
Faz sentido?
Será que faz algum sentido encarar o espelho e dizer-me para mim: "Graças a Deus, eu não estava lá"?
Como assim?
Já escrevi inúmeras vezes aqui que sou um cara que tem fé, que acredita, que faz tudo que faz com uma vontade de acertar, de certa forma, pelo que vejo por aí, até incomum. Não sou melhor nem pior do que você. Não sou mais esperto nem mais bobo. Sou o que sou: eu.E porque não abro mão da minha individualidade, volta e meia me pego sozinho, tanto na plenitude da felicidade quanto na do desespero, sem saber o que fazer, por onde ir. Ir ou não ir? Sei lá.
Faz tempo que nem passava por aqui, pelo Blog. Acho que desde o post aí de baixo, que fala de Dona Marcia. Foi-se o namoro, selou-se, no entanto, uma amizade profunda, espessa, pragmática, sim, às vezes, mas jamais dogmática. A gente é colorido no sorriso e preto & branco nas conclusões. A gente se dá bem, melhor ainda, acho que por isso.
Rola uma enorme afinidade, misturada com a cumplicidade dos vira-latas com os bebuns da madrugada.
No entanto, nessa eu fiquei sozinho e acho que vou permanecer sozinho, distante, no escuro total da minha impotência humana, até achar, dentro de mim, é claro, uma resposta.
Não há Marcia, Carla, Sandra, Andréa, Christina, Cássia ou Virgínia que dê jeito nisso. O estado de choque é só meu. Sem ninguém pra contracenar, pra dividir um sentimento que já, de tão fragmentado, se tornou irrepartível, indivisível.
Já me acusaram - taxaram, sei lá - de ser um Humanista fora da época; de ser um Existencialista improvisado e outras coisas meio sem sentido, que de repente, agora, passam a fazer todo sentido dentro de mim.
Eu estou atônito, paralisado, imbecilizado.
Religiosamente falando, não sou nada, ou melhor, sou Flamengo. Quem me ler em posts mais antigos - ou bem mais antigos - vai me perceber assim e concordar, se não comigo, com a minha afirmação.
Mas eu sempre fecho com o "Bem". Sempre.
Posso ter - e tenho - alguns milhões de defeitos e, talvez, apenas uma qualidade. Mas essa qualidade, eu garanto, é ser um cara do "Bem". E me basta. Ou me bastou, até agora. Daqui pra frente, não sei.
Estou chocado.
Moro em Petrópolis a cerca de sete anos. Já vi chover canivete aberto. Recentemente o granizo e o vento explodiram o vidro da janela lá de casa. Molhou tudo. Foi uma encrenca. Mas, tudo bem. Normal. Nada demais. Não dá nem pra pedir ajuda Divina numa hora dessas, porque vidros foram feitos para quebrar.
Podem levar uma vida inteira e podem até não quebrar. Mas, assim como ultra-leves, asas-delta, besouros e helicópteros não foram feitos para voar, vidros foram feitos para quebrar. Por isso, nem ousei apertar o botão que aciona o pedido de socorro Divino.
Mas isso... caraca!!!... isso é brincadeira.
É como pedir a Deus que nos ajude a salvar o casamento falido; a manter o emprego inexoravelmente perdido; a conseguir a casa própria.
Deus não tem nada com isso.
Afinal de contas, se eu creio mesmo na existência onisciente, onipresente e onipotente de Deus, não posso crer que Ele vá interromper o que está fazendo de realmente importante, para evitar que o vidro da janela se parta ou para curar minha dor de cabeça abstecida pela péssima alimentação.
Se eu conseguisse pensar ou sentir assim, com certeza abriria mão de crer em Deus, porque Deus não seria confiável. Pelo menos eu acho isso.
Mas.................................
Meu Deus, por que? Porque não pegar aquele Seu 'dedo enorme'... é, aquele mesmo, de pedra, que fica lá no alto da serra e dar um peteleco na nuvem, mandando-a de volta para o Oceano Atlântico?
Tudo bem, tudo bem, Senhor, as pessoas que moram nos morros, nas encostas, nas proximidades das áreas de risco estão assumindo esse risco. Tudo bem, eu sei e até concordo. Mas idosos e crianças?
Qual é a regra? Tem regra? Tem regulamento?
Poxa, me ensina a brincar disso, vamos brincar disso. Me ensina como se joga esse jogo e eu prometo que fico lá, o tempo todo, atento, só pra não ter que ver, de novo, o que estou vendo. Nem passar pelo que estou passando.
Quem sabe, esse jogo eu aprenda, já que a lógica do jogo das guerras eu não consegui. Quem sabe, eu consigo aprender e aí, em vez de sofrer, me divirto?
Deus, na boa, sabe qual é a minha vontade? A minha vontade era me aparelhar como um Rambo e sair por aí, como um justiceiro, matando um por um desses canalhas, desses caras que permitem tudo em troca de voto.
Quem diria, né Senhor? Logo eu, um cara que se diz e "se acha" do "Bem".
Na moral, Deus, o que foi que houve? Cochilou? Dormiu? Desistiu da gente? Resolveu colocar em prática, de novo, aquele plano do Livro de Gênesis? É isso mesmo? 'Duela a quien duela'?
Eu estive lá, um ou dois dias antes do inferno. Não em Friburgo nem em Terê, que sofreram um estrago atomicamente maior. Eu estive em Petrópolis.
No dia do "juizo final", no entanto, por acaso, eu estava no Rio. E continuo por aqui.
Sei lá por que e nem pra que?
Faz sentido?
Será que faz algum sentido encarar o espelho e dizer-me para mim: "Graças a Deus, eu não estava lá"?
Como assim?
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
ESSE SEU DEDO MELADO DE LICOR
À vez, sinto vontade de sentar-me aqui e sair escrevendo minúsculas bobagens. Mas não quaisquer bobagens. Só bobagens gostosas, como por exemplo, descrever, sem parcimônia, os ínfimos detalhes que se escondem por entre os momentos mais íntimos de uma relação prazerosa, que só os mais apaixonados amantes vivem, a dois.
Transformar em palavras as torções e retorções das línguas molhadas, durante o beijo, pode ser um trabalho árduo, a consumir laudas e mais laudas, toques e mais toques, suores e arrepios do próprio escritor. Isso, sem contar os minutos, quem sabe horas, sem trégua, de texto corrido e escorrido, babado e rasurado por uma mordiscada aqui, outra ali, no lábio inferior.
Dito assim, em resumo, parece fácil, mas não é. Ao contrário, é o tipo do texto que pode ir se complicando com o passar do beijo e, com certeza, há leitores na sala que não vêem nem acham a menor graça no assunto.
Comentei sobre o meu desejo, ainda hoje, a tarde, com uma moça que conheço. Ela me pareceu bastante impactada pelo tema, mas não economizou nos alertas. Disse-me ela que muita gente lê o meu blog e que tal assunto poderia não causar boa impressão.
A bem da verdade, escrever sobre o beijo é apenas um exemplo, não mais do que isso. Eu poderia discorrer sobre a solenidade de um momento único, como o de dois corpos nus, sentados de frente, um para o outro, a dividir uma posta de namorado com puré, arroz e legumes cozidos ao vapor. Claro que é uma bobagem, mas é sobre bobagens que eu queria escrever. Aliás, queria não, ainda quero. Mas não vou.
Só pra não parecer papo de garoto idiota que foi ao motel pela primeira vez com a namorada, o texto sobre os corpos nus jamais teria como foco os corpos, nus, mas a total ausência do desejo sexual, durante a refeição. Não parece interessante?
Então tá, não escrevo.
Mas eu ainda quero e um dia vou escrever umas bobagens desse tipo.
Por enquanto, preciso me disfarçar em desculpas para não fazê-lo, posto que há, segundo a moça, olhos outros, que me lêem às entrelinhas, sem perceber ou discernir que, quando escrevo bobagens, são elas, as entrelinhas, em carne e osso, que se encontram descritas ali.
Ok, não escrevo.
Mas, que fique claro que escrever sobre isso, não só não me sai da cabeça, como sei que vai me forçar a ficar rodando e rodando e rodando como um carrossel descacetado ou como uma metralhadora giratória, em busca de outra idéia que me encha o espaço mental.
Afinal de contas, nem sempre estou com vontade de escrever só sobre bobagens.
E, então, me pergunto a mim mesmo, o que fazer diante do desafio de sentir vontade e não ceder à tentação, se Lord Henry me disse que o único jeito de a gente resistir a uma é exatamente ceder a ela?
Quer mesmo saber?
Nada.
Por mais que eu desvie a cabeça do pensamento 'u', você insiste e me reaparece em visão 3D, enroscada como um rocambole, toda lambuzada com o creme de uma bomba da Chez Anne, sussurrando bobagens (deliciosas, como o creme das bombas da Chez Anne), nas minhas visões mais pepsicodélicas, em uma suíte transdimensional, versão 3.0.
Ora, meu Deus, será justo um ser do bem como eu ficar exposto ao sol da censura social, sem ter, ao menos, o direito de lançar mão dos truques e dos atalhos da vida, que me poderiam salvar deste cruel patrulhamento?
Que patrulhamento?
E vocês ainda perguntam?
Se não sabem, saibam que a pior de todas as formas de censura; a que nos acomete do mal inconsciente do peso na consciência; a que nos impõe o agir de forma "politicamente correta" é a tal da patrulha ideológica, ora bolinhas (como dizia a minha quase-prima maravilhosa e deliciosamente sensual).
Ser politicamente correto é como piscar o olho para a mulher alheia, mas sem permitir, jamais, que mais alguém veja, a não ser, é claro, a própria mulher, já nem tão mais alheia assim.
É roçar a perna na perna da mulher do próximo, sem que o próximo perceba nada e nem sinta os arrepios que sobem e devassam as bochechas enrubescidas da mulher já não tão próxima.
O politicamente correto é príncipe dos atos de cafagestagem. E, no entanto é o que mais se vê por aí.
Tudo que faço na vida, faço às claras, sem rodeios. Não roço minhas pernas em pernas alheias e sim nas pernas da minha mulher. Não pisco olho nem mando bilhetinhos, via garçom, para mulheres acompanhadas. Mas posso combinar com a minha doce companheira, de me retirar da mesa por breves instantes e pedir ao garçom, à distância, que lhe entregue o meu cartão junto com uma garrafa de champagne. Charme puro, de altíssimo nível.
Hoje vi um vídeo sobre o pálido ponto azul que somos no universo. Nós, não, a Terra, planetinha irrelevante esse, diante do todo. O filme me mostrou o quanto somos ainda mais ridículos quando nos odiamos, brigamos, batemos, apanhamos, matamos, invadimos, guerreamos, como se tivéssemos algum poder.
Não somos mais que nada. Nada mesmo. Absolutamente nada.
Resta-nos, por força da mais óbvia dedução, o viver a vida com amor, o namorar com prazer verdadeiro, o sexo e... o exercício legítimo de escrever bobagens.
Intimamente, sinto inveja dos escritores eróticos que, sem nenhum pudor, escrevem aqueles íntimos detalhes que transformam uma relação banal entre um homem e uma mulher em uma relação @#dona, entre um homem e uma mulher.
Eu queria ser, nesse momento, qualquer um deles - homem ou mulher - que experimenta a liberdade de escrever sobre todas as bobagens do amor, como Henry Miller, Mario Vargas Llosa, Mark Twain, Rei Salomão, Marquês de Sade, Marie Darrieussecq, Nathalie Gassel, Ovídio, Catulo, Sextus Propertius, Safo, Petrarca, Dante, Bai Juyi, John Wilmot, Vanessa Duriès, Nancy Sexta, Henry Spencer Ashbee, Catherine Millet, Georges Simenon, Nick Scipio, Nicolas Chorier, Patrick Califia, Pauline Réage, Penny Birch, Philippe Djian, Sombra Parker, VlaStephen Vizinczey, Susie Bright, Sylvia Dia, Tamara Thorne, Vladimir Nabokov, Wendy Swanscombe, William Levy, William Simpson Potter, Yasunari Kawabata, Yukio Mishima, Yoko Ogawa, Ivan Barkov, John Cleland, José Zorrilla y Moral, Laura Antoniou, Leopold von Sacher-Masoch, Zane, ]ilhana, Yashodhara, Kokkoka, Kalyanamalla, Praudha Devaraya, Ovídio, Ge Hong - Dinastia Jin, Muhammad ibn Muhammad al-Nafzawi, Al Steiner, Alexander Pushkin, Alexander Trocchi, Alina Reyes, Anaïs Nin, Ana Ferreira, Wilhelm Jensen, Ana Miranda, Anna França, Anne Rice, D. H. Lawrence, Emmanuelle Arsan, Erica Jong, Françoise Rey, Gaspare B. Amidei, George Moore, Georges Bataille, Giovanni Boccaccio ou Xaviera Hollander e sair rasgando, um por um, todos os manuais de boas maneiras, escancarando aos quatro cantos da Terra, que somos sedutores, sim, mas por instinto e por genética. Não por amoralidade ou imoralidade.
"Há vez em que me pego enquadrando o seu rosto no meio do nada,
em busca de não sei o que, só para fotografá-la como é,
assim, solta, sem qualquer fantasia, numa fantasia sem fim".
Se eu decidisse escrever o meu texto sobre bobagens, ele começaria assim.
Mas vou respeitar o público (Respeitável Público) que sobrevoa o meu Blog em busca de carne fresca. Não me importo, porque está tudo na bandeira.
"Está tudo nas entrelinhas das entrelinhas,
nas sombras do decote, nas curvas das suas costas.
Está tudo nos letreiros e nas vitrines,
nos pensamentos e nos desejos mais mundanos.
Está tudo aqui dentro, de mim e de nós,
o tempo todo, pronto para explodir
como uma bomba da Chez Anne
ou como um orgasmo de chocolate".
E, se você não faz questão do chocolate, tudo bem.
"Eu lambo esse creme
como se ele fosse o seu dedo,
melado de licor".
Transformar em palavras as torções e retorções das línguas molhadas, durante o beijo, pode ser um trabalho árduo, a consumir laudas e mais laudas, toques e mais toques, suores e arrepios do próprio escritor. Isso, sem contar os minutos, quem sabe horas, sem trégua, de texto corrido e escorrido, babado e rasurado por uma mordiscada aqui, outra ali, no lábio inferior.
Dito assim, em resumo, parece fácil, mas não é. Ao contrário, é o tipo do texto que pode ir se complicando com o passar do beijo e, com certeza, há leitores na sala que não vêem nem acham a menor graça no assunto.
Comentei sobre o meu desejo, ainda hoje, a tarde, com uma moça que conheço. Ela me pareceu bastante impactada pelo tema, mas não economizou nos alertas. Disse-me ela que muita gente lê o meu blog e que tal assunto poderia não causar boa impressão.
A bem da verdade, escrever sobre o beijo é apenas um exemplo, não mais do que isso. Eu poderia discorrer sobre a solenidade de um momento único, como o de dois corpos nus, sentados de frente, um para o outro, a dividir uma posta de namorado com puré, arroz e legumes cozidos ao vapor. Claro que é uma bobagem, mas é sobre bobagens que eu queria escrever. Aliás, queria não, ainda quero. Mas não vou.
Só pra não parecer papo de garoto idiota que foi ao motel pela primeira vez com a namorada, o texto sobre os corpos nus jamais teria como foco os corpos, nus, mas a total ausência do desejo sexual, durante a refeição. Não parece interessante?
Então tá, não escrevo.
Mas eu ainda quero e um dia vou escrever umas bobagens desse tipo.
Por enquanto, preciso me disfarçar em desculpas para não fazê-lo, posto que há, segundo a moça, olhos outros, que me lêem às entrelinhas, sem perceber ou discernir que, quando escrevo bobagens, são elas, as entrelinhas, em carne e osso, que se encontram descritas ali.
Ok, não escrevo.
Mas, que fique claro que escrever sobre isso, não só não me sai da cabeça, como sei que vai me forçar a ficar rodando e rodando e rodando como um carrossel descacetado ou como uma metralhadora giratória, em busca de outra idéia que me encha o espaço mental.
Afinal de contas, nem sempre estou com vontade de escrever só sobre bobagens.
E, então, me pergunto a mim mesmo, o que fazer diante do desafio de sentir vontade e não ceder à tentação, se Lord Henry me disse que o único jeito de a gente resistir a uma é exatamente ceder a ela?
Quer mesmo saber?
Nada.
Por mais que eu desvie a cabeça do pensamento 'u', você insiste e me reaparece em visão 3D, enroscada como um rocambole, toda lambuzada com o creme de uma bomba da Chez Anne, sussurrando bobagens (deliciosas, como o creme das bombas da Chez Anne), nas minhas visões mais pepsicodélicas, em uma suíte transdimensional, versão 3.0.
Ora, meu Deus, será justo um ser do bem como eu ficar exposto ao sol da censura social, sem ter, ao menos, o direito de lançar mão dos truques e dos atalhos da vida, que me poderiam salvar deste cruel patrulhamento?
Que patrulhamento?
E vocês ainda perguntam?
Se não sabem, saibam que a pior de todas as formas de censura; a que nos acomete do mal inconsciente do peso na consciência; a que nos impõe o agir de forma "politicamente correta" é a tal da patrulha ideológica, ora bolinhas (como dizia a minha quase-prima maravilhosa e deliciosamente sensual).
Ser politicamente correto é como piscar o olho para a mulher alheia, mas sem permitir, jamais, que mais alguém veja, a não ser, é claro, a própria mulher, já nem tão mais alheia assim.
É roçar a perna na perna da mulher do próximo, sem que o próximo perceba nada e nem sinta os arrepios que sobem e devassam as bochechas enrubescidas da mulher já não tão próxima.
O politicamente correto é príncipe dos atos de cafagestagem. E, no entanto é o que mais se vê por aí.
Tudo que faço na vida, faço às claras, sem rodeios. Não roço minhas pernas em pernas alheias e sim nas pernas da minha mulher. Não pisco olho nem mando bilhetinhos, via garçom, para mulheres acompanhadas. Mas posso combinar com a minha doce companheira, de me retirar da mesa por breves instantes e pedir ao garçom, à distância, que lhe entregue o meu cartão junto com uma garrafa de champagne. Charme puro, de altíssimo nível.
Hoje vi um vídeo sobre o pálido ponto azul que somos no universo. Nós, não, a Terra, planetinha irrelevante esse, diante do todo. O filme me mostrou o quanto somos ainda mais ridículos quando nos odiamos, brigamos, batemos, apanhamos, matamos, invadimos, guerreamos, como se tivéssemos algum poder.
Não somos mais que nada. Nada mesmo. Absolutamente nada.
Resta-nos, por força da mais óbvia dedução, o viver a vida com amor, o namorar com prazer verdadeiro, o sexo e... o exercício legítimo de escrever bobagens.
Intimamente, sinto inveja dos escritores eróticos que, sem nenhum pudor, escrevem aqueles íntimos detalhes que transformam uma relação banal entre um homem e uma mulher em uma relação @#dona, entre um homem e uma mulher.
Eu queria ser, nesse momento, qualquer um deles - homem ou mulher - que experimenta a liberdade de escrever sobre todas as bobagens do amor, como Henry Miller, Mario Vargas Llosa, Mark Twain, Rei Salomão, Marquês de Sade, Marie Darrieussecq, Nathalie Gassel, Ovídio, Catulo, Sextus Propertius, Safo, Petrarca, Dante, Bai Juyi, John Wilmot, Vanessa Duriès, Nancy Sexta, Henry Spencer Ashbee, Catherine Millet, Georges Simenon, Nick Scipio, Nicolas Chorier, Patrick Califia, Pauline Réage, Penny Birch, Philippe Djian, Sombra Parker, VlaStephen Vizinczey, Susie Bright, Sylvia Dia, Tamara Thorne, Vladimir Nabokov, Wendy Swanscombe, William Levy, William Simpson Potter, Yasunari Kawabata, Yukio Mishima, Yoko Ogawa, Ivan Barkov, John Cleland, José Zorrilla y Moral, Laura Antoniou, Leopold von Sacher-Masoch, Zane, ]ilhana, Yashodhara, Kokkoka, Kalyanamalla, Praudha Devaraya, Ovídio, Ge Hong - Dinastia Jin, Muhammad ibn Muhammad al-Nafzawi, Al Steiner, Alexander Pushkin, Alexander Trocchi, Alina Reyes, Anaïs Nin, Ana Ferreira, Wilhelm Jensen, Ana Miranda, Anna França, Anne Rice, D. H. Lawrence, Emmanuelle Arsan, Erica Jong, Françoise Rey, Gaspare B. Amidei, George Moore, Georges Bataille, Giovanni Boccaccio ou Xaviera Hollander e sair rasgando, um por um, todos os manuais de boas maneiras, escancarando aos quatro cantos da Terra, que somos sedutores, sim, mas por instinto e por genética. Não por amoralidade ou imoralidade.
"Há vez em que me pego enquadrando o seu rosto no meio do nada,
em busca de não sei o que, só para fotografá-la como é,
assim, solta, sem qualquer fantasia, numa fantasia sem fim".
Se eu decidisse escrever o meu texto sobre bobagens, ele começaria assim.
Mas vou respeitar o público (Respeitável Público) que sobrevoa o meu Blog em busca de carne fresca. Não me importo, porque está tudo na bandeira.
"Está tudo nas entrelinhas das entrelinhas,
nas sombras do decote, nas curvas das suas costas.
Está tudo nos letreiros e nas vitrines,
nos pensamentos e nos desejos mais mundanos.
Está tudo aqui dentro, de mim e de nós,
o tempo todo, pronto para explodir
como uma bomba da Chez Anne
ou como um orgasmo de chocolate".
E, se você não faz questão do chocolate, tudo bem.
"Eu lambo esse creme
como se ele fosse o seu dedo,
melado de licor".
It's Showtime, Folks!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
EU TE AMO, MADAMA GONÇALVES
Eu te amo. Isso é tudo e é simples assim, como dizer "eu te amo" mesmo.
E eu não te amo, porque você é linda ou feiosa; porque é chique ou cafona; porque é rica ou pobre; Dilma ou Serra; Flamengo ou Vasco.
Eu te amo, porque você quis ser amada, se deixou ser amada, verdadeiramente amada. E porque - é óbvio -, o amor só acontece quando acontece e, assim mesmo, porque acontece.
Eu estava no cafofo, me aquecendo com a mais Absolute das vodkas, debaixo das cobertas, num frio de 4º, lá em cima, na serra, distante de tudo, de todos, do mundo, tentando encontrar a saída, e você aí, pronta, preparada, ávida para ser amada. Intensamente amada. E é por isso que eu te amo.
Você sabe o quanto eu tentei evitar, contei toda a verdade, não omiti uma vírgula, disse exatamente em que "fase do jogo" eu estava, mas você não deu a mínima. Com a suavidade das realmente poderosas, disse apenas que nada a faria mudar de idéia.
Quando me vi, de repente, em meio a tanta bagunça, fios espalhados, caixas de som por todo canto, um estúdio completamente em desalinho, olha só: eu já te amava.
Assim mesmo, de verdade, como quem tem toda certeza do mundo sobre o amor que sente pelo outro.
Mas, espera um pouquinho. Descrito assim nem parece que você teve um trabalhão, né?
A verdade é que a gente para pular do impossível ao possível, do improvável ao provável levou quase um mês. E foi você quem me provou que éramos possíveis ou viáveis ou tangíveis ou prováveis ou comíveis, sei lá.
Foi você quem cometeu a deliciosa imprudência de entrar na minha vida sem pedir licença e revirá-la pelo lado certo, quando tudo estava virado ao avesso.
Eu comecei dizendo a verdade e é tudo verdade mesmo, mas me ajuda, confessa, anda...você me seduziu e me cativou, subiu a serra e...
E... o mais bacana é que não houve jogo. Você até poderia usar, mas não usou o lendário poder de sedução das escorpianas. Muito menos lançou mão daquele jeito "mulherzinha" de ser, que as mulheres, quando querem, lançam. Ali você me ganhou. Ali eu vi que estava diante de uma mulher de verdade. Posso dizer que ali você me pegou à unha, na marra, com estilo, caráter, generosidade, dispensando os requisitos mais básicos que toda mulher comum exige.
Você me ganhou por ser incomum e por saber exatamente que o respeito é a essência da conquista.
É, Madama Gonçalves, a essa altura do campeonato, depois de tantos títulos perdidos e conquistados, tanto por um quanto pelo outro, só existiria mesmo um jeito de a gente chegar à final e dar a volta olímpica: com todo o respeito.
Hoje nos vemos como opostos suplementares. Desde os hábitos mais cotidianos ao jeito de viver a vida. Somos, reciprocamente, o alter ego, um do outro.E isso é uma delícia, porque eu queria ser eu..... do seu jeito. E você, você... do meu.
O amor é lindo, não é mesmo?
Acabamos de nos falar pelo MSN e senti que faltava dizer algo mais. Uma coisa que não coube e nem vai caber jamais naquela caixinha ridícula e que não se pode expressar através de emoticons imbecis.
Havia de ser uma coisa mais densa, mais forte, como um orgasmo, talvez.
Por isso, Madama, aqui estou, em pessoa, eu, a lhe dizer em repetidos control c + control v, que te amo.
Pode ser para sempre, se você quiser. Mas, se preferir, que seja só até nos virmos pela última vez.
Tudo bem. O importante é estar vivendo isso agora.
E sabe do que mais?
Eu te amo muito!
E eu não te amo, porque você é linda ou feiosa; porque é chique ou cafona; porque é rica ou pobre; Dilma ou Serra; Flamengo ou Vasco.
Eu te amo, porque você quis ser amada, se deixou ser amada, verdadeiramente amada. E porque - é óbvio -, o amor só acontece quando acontece e, assim mesmo, porque acontece.
Eu estava no cafofo, me aquecendo com a mais Absolute das vodkas, debaixo das cobertas, num frio de 4º, lá em cima, na serra, distante de tudo, de todos, do mundo, tentando encontrar a saída, e você aí, pronta, preparada, ávida para ser amada. Intensamente amada. E é por isso que eu te amo.
Você sabe o quanto eu tentei evitar, contei toda a verdade, não omiti uma vírgula, disse exatamente em que "fase do jogo" eu estava, mas você não deu a mínima. Com a suavidade das realmente poderosas, disse apenas que nada a faria mudar de idéia.
Quando me vi, de repente, em meio a tanta bagunça, fios espalhados, caixas de som por todo canto, um estúdio completamente em desalinho, olha só: eu já te amava.
Assim mesmo, de verdade, como quem tem toda certeza do mundo sobre o amor que sente pelo outro.
Mas, espera um pouquinho. Descrito assim nem parece que você teve um trabalhão, né?
A verdade é que a gente para pular do impossível ao possível, do improvável ao provável levou quase um mês. E foi você quem me provou que éramos possíveis ou viáveis ou tangíveis ou prováveis ou comíveis, sei lá.
Foi você quem cometeu a deliciosa imprudência de entrar na minha vida sem pedir licença e revirá-la pelo lado certo, quando tudo estava virado ao avesso.
Eu comecei dizendo a verdade e é tudo verdade mesmo, mas me ajuda, confessa, anda...você me seduziu e me cativou, subiu a serra e...
E... o mais bacana é que não houve jogo. Você até poderia usar, mas não usou o lendário poder de sedução das escorpianas. Muito menos lançou mão daquele jeito "mulherzinha" de ser, que as mulheres, quando querem, lançam. Ali você me ganhou. Ali eu vi que estava diante de uma mulher de verdade. Posso dizer que ali você me pegou à unha, na marra, com estilo, caráter, generosidade, dispensando os requisitos mais básicos que toda mulher comum exige.
Você me ganhou por ser incomum e por saber exatamente que o respeito é a essência da conquista.
É, Madama Gonçalves, a essa altura do campeonato, depois de tantos títulos perdidos e conquistados, tanto por um quanto pelo outro, só existiria mesmo um jeito de a gente chegar à final e dar a volta olímpica: com todo o respeito.
Hoje nos vemos como opostos suplementares. Desde os hábitos mais cotidianos ao jeito de viver a vida. Somos, reciprocamente, o alter ego, um do outro.E isso é uma delícia, porque eu queria ser eu..... do seu jeito. E você, você... do meu.
O amor é lindo, não é mesmo?
Acabamos de nos falar pelo MSN e senti que faltava dizer algo mais. Uma coisa que não coube e nem vai caber jamais naquela caixinha ridícula e que não se pode expressar através de emoticons imbecis.
Havia de ser uma coisa mais densa, mais forte, como um orgasmo, talvez.
Por isso, Madama, aqui estou, em pessoa, eu, a lhe dizer em repetidos control c + control v, que te amo.
Pode ser para sempre, se você quiser. Mas, se preferir, que seja só até nos virmos pela última vez.
Tudo bem. O importante é estar vivendo isso agora.
E sabe do que mais?
Eu te amo muito!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
PARA UMA RÁDIO DE PLÁSTICO E FIBRA ÓTICA, ATÉ QUE FOI MUITO BOM PRA MIM. FOI BOM PRA VOCÊS TAMBÉM? VEJAMOS EXPECTATIVAS E COMENTÁRIOS.
| O mago das carrapetas Psicotronicas, Carlos Beni. |
| A gente se entende às mil maravilhas. |
Vamos ver o que saiu na mídia e o que os amigos comentaram sobre o programa.
RADIONOR (tum tum tum)!
| Nosso patrão fiscalizando os trabalhos. |
| Falando com o mundo através do RADIONOR |
Tum tum tum RADIONOR estreia logo mais as 22:00 - lembra da Maldita FM?
19:06Estreia hoje às 22:00 em radiovitrola.net o programa RADIONOR, do Serginho Vasconcellos - um dos criadores da lendária e inesquecível Rádio Fluminense FM (Maldita). Depois de 4 anos como professor da ESPM e com passagens por diversas agências no Rio, Vasconcellos volta entusiasmado às ondas do rádio. Ou seria aos bytes do rádio? :-). 30/07 Marcelo Albagli
Jussara Simões (Niterói/RJ) em 2010-08-03 00:43:37
Seu Sérgio, veja o que essa tal de RADIONOR está fazendo... os meus vizinhos aqui do flat estão me ligando e pedindo para eu aumentar ainda mais o som ! :-P
Marcello Borio (Rio de janeiro/RJ) em 2010-08-02 22:18:45
Ouvindo a 'estreia' do Radionor. O coração está tum-tum-tum aqui rsrs Dedicado a mim?!? ´Magina, Serginho... \o/
Boiron (Niterói/RJ) em 2010-08-02 22:03:02
Parabéns pela rádio,conectado enquanto estiver na net. Boa sorte, contem comigo para a divulgação da programação Abs Cido SP
Aparecido Araujo Lima (São Paulo /SP) em 2010-08-01 09:18:20
Que coisa mais maravilhosa!!! Isso tem cheiro de maresia da mais carioca, anos 80, A MAAALDITAAA NO AR!!! TUM TUM TUM! Pode entrar ouvido abaixo!!! Muito Obrigado!!!
Bruno Sant'Ana (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-31 23:27:14
A Ângela me desculpe, também estou esperando pelo programa do Sergio Vasconcelos, mas a programação é feita pelo Carlos Mayrink! Excelente, diversidade, qualidade de músicas e de sequências. Tô ligada na Radio Vitrola, Parabéns Mayrink!!
Paula Soares (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-30 21:52:46
Seu Sergio Vasconcellos nas carrapetas cybernéticas é motivo de reverências 'bwânicas' e garantia de audiência qualificada, fiel e crescente... viral. Muito suceso RadioVitrola ! Parabéns Carlos Mayrink pelo bom gosto: site, rádio, programação... Serginho, aumenta o soooooooommm !!!
Marcello Borio (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-30 21:39:41
Sergio, poder trabalhar, ficar absolutamente sem fazer nada, sonhar, brigar contar o tédio, ler, estudar, digitar, papear.... simplesmente... ouvindo RADIOVITROLA - é mais que perfeito. AMEI.... sou movida a música, gosto exatamente de tudo um pouco que não fira meu coração, mente e ouvido. SUA CAPACIDADE DE ESCOLHER É MAIS QUE PERFEITA. AMEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
Angela Regina (RJ - RJ/BR) em 2010-07-30 20:31:29
Vamo que vamo e vamo que vamo mesmo! Apesar de ser um teste técnico e, por isso, sujeito a chuvas e trovoadas, prometo não decepcionar. A produção e toda a parte operacional está a cargo do meu querido Carlos Beni, que nos abriu, mais uma vez, os estúdios da PSICOTRONICA AUDIOVISUAL. Vamo nessa, som na casca!
Sergio Vasconcellos (Petrópolis/RJ) em 2010-07-29 16:45:23
A programação está excelente. Tenho ouvido direto a RV no trabalho e ouvir aqui tanta música boa como por exemplo, New Radicals com You Get What You Give, me traz boas lembranças. Keep up the good work!
Paulo Paes (Chicago - USA/IL) em 2010-07-29 14:24:31
Corrigindo a minha mensagem ,por um erro de digitação,escrevi LIVE onde era LIFE Sorry !!
Hemerson Binato (Rio de Janeiro/Rj) em 2010-07-29 08:11:42
Serginho Vasconcelos ,a volta do maldito.Long Live Rock And Roll.Parabéns a Radiovitrola e a você meu irmão
Hemerson Binato (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-28 09:20:01
Descobri essa rádio por acaso e estou vidrada! Lighthouse Family e depois um Pat Metheny, ou Alceu! Sensacional, vocês estão de parabéns! Já está nos meus Favoritos!
Rita Souza (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-27 12:46:44
Parabéns ao Serginho Vasconcellos pela estréia na próxima sexta.
Márcia Pinheiro Çonçalves (Niterói/RJ) em 2010-07-26 15:17:20
Rádio Vitrola, Uma viagem no tempo com qualidade musical.
Luís Alberto (Rio de Janeiro/Rj) em 2010-07-25 15:11:23
Ouvindo direto a Radio Vitrola, só coisa boa, sô! Pat Metheny, Stones, Gonzaguinha,Duran Duran, Fletwood Mac (com Stevie Nicks,the best!) e até tema do Manda-Chuva (arranjo de big band genial, diga-se de passagem) e até Monty Python! Excelente pedida pra deixar rolando... Valeu, galera!
Rogerio Favilla (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-24 11:59:30
Eu hj tive uma grata surpresa. Liguei meu iphone para carregar a bateria no lap top, qdo faz isso abre direto o itunes. N sei pq cargas d?agua começou a tocar uma seleção de musicas iniciando com EW & F, achei q era meu i tunes em random, tava legal e fui procurar ver o q era depois da 3ª musica q eu achava q n tinha na minha biblioteca. Qdo percebi, era via um endereço HTTP streaming02 etc .... soh me dei conta q era a vitrola qdo entrou a voz do Mayrink ! Legal n ?
marco macedo (rio de janeiro/rj) em 2010-07-23 11:05:03
Adorei,a radio vitrola. cara!!! ver vc e o dudu juntos, foi uma otima. bjos
dudu (cuiaba/mt) em 2010-07-21 19:13:01
Parabéns, Carlos! Ótimo repertório, como não podia deixar de ser!
Bruno (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-21 11:48:59
Grande Mayrink, quem sabe nunca esquece, parabéns, ótima rádio...sempre quis fazer uma tb mas, me falta conhecimento técnico de internet pra isso...quem sabe vc me dá umas aulinhas....rs..Parab´nes mais uma vez brother já tá no meu favoritos..abção !
Zequinha (Niterói/RJ) em 2010-07-21 08:17:55
Meu amigo, Parabéns pela iniciativa! Tenho certeza que será o sucesso que merece!! Bjs!
Inês (Rio de Janeiro /RJ) em 2010-07-20 20:48:07
É muito bom ouvir estas músicas sem ter o trabalho de pegar os Cds. Parabéns!!!!
Kito (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-20 19:41:35
Parabéns Mayrink! Esta rádio deveria ser ouviuda por todos os programadores de rádio. É uma aula de bom gosto e diversidade! Nada como não ter um compromisso para fazer um produto de qualidade. vida longa para vocês e para a rádio Votrola!!!!
Carlos Townsend (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-20 15:05:25
Nobre Mayrink, tenho deliciado meus ouvidos com as suas musicas, parabéns pelo bom gosto.
Carlos Eduardo (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-20 14:09:59
Amigo Mayrink, parabéns pelo novo projeto. Agora tenho como ouvir uma boa música. Bjs Jaqueline
Jaqueline (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-20 13:55:10
Fala, Marajá! Projetos legais têm mesmo que ser postos em prática. Boa música em boa hora. Parabéns e vida longa!
Marcelo Cardoso (Rio de Janeiro/GB) em 2010-07-20 11:38:48
Mayrink: Bom saber que é possível ouvir música de boa qualidade!!! Andei ouvindo a Eldopop durante o pouco tempo em que ela voltou a existir, mas agora é possível dar um descanso para os meus cds... Saudades do tempo do Grajaú. Alvaro.
Alvaro Ferreira (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-19 19:29:36
Vocês estão de parabéns pela rádio muito boa!!
Mateus Caldas (Rio de Janeiro/Rj) em 2010-07-19 13:19:17
De Maria Rita à Pat Metheny... Meu navegador já inicia com a rádio tocando... Muito Bom!!!!!
Cláudio Caldas (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-19 11:27:19
Galera, tenho feito o máximo possível para divulgar a Radio Vitrola por aí, mas gostaria de transferir TODOS os elogios que venho recebendo pela programação para o Mayrink. Ele é o dono da idéia, da Rádio e autor único da programação que está no ar. Quem sabe, amanhã ou depois, eu "encaixe" uma coisa ou outra, mas isso não está acontecendo. Forte abraço a todos. Serginho Vasconcellos
Sergio Vasconcellos (Petrópolis/RJ) em 2010-07-18 22:23:13
Mayrink, a programação da Rádio Vitrola está espetacular. Ótima essa sua idéia, além do seu eterno bom gosto na escolha das músicas que realmente não se ouve no dia-a-dia. Não dá mais para ligar o computador e trabalhar sem o fundo musical da Rádio Vitrola. Forte abraço.
Luís Alberto (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-18 17:04:26
Programaçäo de primeira e parabéns pela iniciativa!
Paulo Paes (Kenosha - USA/WI) em 2010-07-18 16:56:01
Caramba, Van Morrison cantando "Caravan"!!! The Last Waltz não é? Nossa, amei!! Valeu Carlos Mayrink, virei ouvinte cativa! Um abraço.
Lucia Araujo (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-18 15:27:52
Adorei essa rádio, seleção musical de primeira! Mayrink você está de parabens! Sou seu ouvinte desde a época da Globo FM! Abs e sucesso
João Cordeiro (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-18 15:17:29
Boa Serginho, quero ouvir as novidades musicas daqui d além mar. Abs Cid
Cid Castro (Lisboa/PT) em 2010-07-18 14:03:45
PARABÉNS!!!! SUCESOOOOOOOO!!!!!!!!
Marco Antonio (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-18 04:52:14
Long live to Radiovitrola !! Fiquei fã !
Marcia (Rio de Janeiro /Rj) em 2010-07-18 01:28:22
Não conhecia, conheci agora pelo e-mail do Sergio, agora, "fiquei fregues" !
Douglas Heizer (Boca Raton - USA/Fl) em 2010-07-17 22:26:03
Cheguei aqui por uma dica do Walkyrio. Programação ótima, de muito bom gosto. Parabéns a todos os culpados! ;-) Divulgarei por aí!
Marcus Moura (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-17 20:24:38
PARABÉNS!!! PARABÉNS!!! PARABÉNS!!! Sérgio meu amigo querido, fico imensamente feliz por você estar realizando este teu sonho tão desejado! Deus te Abençoe e ao teu Programa com vibrações positivas, realizações maravilhosas e ilumine sempre o palco de tua vida com muito SUCESSO!!! Seja sempre muito feliz!!! Beijão e um abração bem 'forte'. 'Lee'
Eliane Carvalho (Rio de Janeiro/RJ) em 2010-07-17 19:35:29
Sérgio: muito bom gosto! parabéns!
Walkyrio Junior (São Paulo/RJ) em 2010-07-17 19:12:27
Fechadíssimo. Agora só falta acertar o tempo de duração do programa, dia e hora da estréia. Obrigadíssimo por esta oportunidade de voltar a fazer o que mais gosto na vida. Forte abraço.
Sergio Vasconcellos (Petrópolis/RJ) em 2010-07-17 18:29:36
Grande Mayrink, o cara que tem rádio no nome. Bacana pra chuchu. virou minha Home. Fazer sucesso sem tocar sucesso é o grande barato! Abraços.
Sergio Vasconcellos (Petrópolis/RJ) em 2010-07-16 21:01:57
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RADIONOR NO AR AGORA!
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há 10 horas · Comentar · Curtir
Aurely Cantuária Bório, Julia Debasse e outras 2 pessoas curtiram isso
Luiz Tiribás na escuta ! tá dez !
há 10 horas · Curtir
Marcello Borio Serginho, o @sergueirock ia adorar ouvir essa da Janis Lyn Joplin ! :-
Demais. O playlist está sensacional !
Demais. O playlist está sensacional !
há 10 horas · Curtir
Ana Maria Rodrigues Na escuta agora: Sex Machine e Eu também quero Mocotó! Meus ouvidos agradecem. Parabéns, Serginho!
há 9 horas · Curtir
Otto Holzer Alô crazy people...fala Big Serginho no baile da pesada...Parabéns, amigão!!!
há 8 horas · Curtir
Sergio Vasconcellos Valeu, queridão... obrigadíssimo. Sexta tem mais.
Abraços
Abraços
Sergio Vasconcellos Valew... beijo na família.
há 8 horas · Curtir
Jussara Simões Adorei! Meus parabéns! Deixa meu cabelo em paz! ;-)
há 8 horas · Curtir
Jussara Simões Não sei por quê, mas Radionor Tum Tum Tum me fez lembrar uma coisa que estava esquecida há décadas: Orelha, oba! (Lembra?)
Jussara Simões Não sei por quê, mas Radionor Tum Tum Tum me fez lembrar uma coisa que estava esquecida há décadas: Orelha, oba! (Lembra?)
Sergio Vasconcellos Obrigado a todos pela audiência... superou todas as expectativas... e as do servidor também.
· Rogério Favilla curtiu isto.
·
o Antonio Carlos Bola Harres D. Sergio, para mim hoje à noite vc estará no ar: uso web 3G...vou ligar a internet no datashow e me divertir à beça! Esta é uma data histórica, fiz até o mapa astral do programa, depois vou publicar.
30 de julho às 17:09 · Curtir · 4 pessoas
sábado às 22:17 · Curtir · 2 pessoas
Radionor (tum tum tum). Se é cria do Sergio Vasconcellos é bom
(Blog do Professor PC)
Meu amigo Sergio Vasconcellos, um dos criadores da Rádio Fluminense, a Maldita, acaba de avisar que vai lançar o programa RadionorPor enquanto, ainda em fase de experiência. Não ouvi e já gostei. Quer conferir? Clique aqui.
Meu amigo Sergio Vasconcellos, um dos criadores da Rádio Fluminense, a Maldita, acaba de avisar que vai lançar o programa RadionorPor enquanto, ainda em fase de experiência. Não ouvi e já gostei. Quer conferir? Clique aqui.
Radionor estréia HOJE às 22:00! Espalhem a notícia! Produção do grande Serginho Vasconcelos (@intelrara).http://www.radiovitrola.net/3:56 PM Jul 23rd via TweetDeckRetweeted by 1 person
Estreia Radionor, de Serginho Vasconcellos, ex- Fluminense FM
Do Blue Bus - Tum tum tum RADIONOR estreia logo mais as 22h - lembra da Maldita FM?Estreia hoje às 22h em radiovitrola.net o programa RADIONOR, do Serginho Vasconcellos - um dos criadores da lendária e inesquecível Rádio Fluminense FM (Maldita). Depois de quatro anos como professor da ESPM e com passagens por diversas agências no Rio, Vasconcellos volta entusiasmado às ondas do rádio. Ou seria aos bytes do rádio? :-).
A idéia do programa começou através de um convite no Facebook. Segundo o redator-professor-músico-radialista, RADIONOR pretende se comunicar com quem gosta do absurdo, do desconhecido, do inusitado, do realmente alternativo, mas ao mesmo tempo, de cultura, de bons papos, de elegância e de bom-gosto. (por Marcelo Albagli)
***
Vasconcellos também foi produtor e apresentador do programa "Os vizinhos que se danem" na Rádio Panorama FM do Rio de Janeiro, segundo o site da Radio Vitrola. Aliás, o nome da rádio é muito legal!
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· Ana Maria Rodrigues via Carlos Mayrink: Clicando e conferindo o que há de bom para ouvir e que rola agora no ar http://www.radiovitrola.net/
coquetel imperecível de rock 'n roll com ingredientes de todas as décadas e continentes. Recomendo. Ouça
exclusivamente na RÁDIO VITROLAhttp://
www.radiovitrola.net/
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Música que não toca no rádio!
Carlos Mayrink Daqui a meia hora, tem reestréia de "RADIONOR" com Serginho Vasconcellos na www.radiovitrola.net
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